keeping the vibe

> 08 DE ABR 2017

Sabe quando você está no rolê e vê alguém tirando vantagem de uma situação, e pensa como aquilo não deveria acontecer? Ou então, quando uma pessoa está fragilizada por ter bebido demais ou algo do tipo é vc só pensa em como ajudar… Manja? Então…

Todos nós que frequentamos baladas, boates e festas mundo a fora, já nos deparamos com atitudes que nos levaram a pensar sobre como as pessoas agem quando estão suscetíveis e mais frágeis emocionalmente em relação ao que consideramos ser ético ou “bom” para todos.


Como já é meu costume, a conversa será um papo reto entre a gente, blz? Você, nosso leitor – aliás, valew – e este que vos escreve.

São 2:30 da manhã. Pista lotada. Aquele calor que começa a fazer você pensar que tá quase lá: vai bater!
Bom, estamos lá naquela situação toda, um segurando no outro e  você se percebe na situação em que pode “tirar uma casquinha” daquela pessoa que você viu que está mais high que você; aliás é justamente nessa hora que a pessoa está “cremosa” que nossos instintos mais selvagens parecem florescer. Então…

Seguinte:
Vamos combinar que quem não tem competência não se estabelece!
Quero dizer que é preciso ter um limite e parâmetro de comportamento e postura para que você possa ganhar o respeito das pessoas, sejam elas quais forem.

Ultimamente tem-se levantado uma bandeira pela ‘moralidade’ (não confundir com moralismo) em relação a vários aspectos da vida social que muitos de nós jamais sonhou que poderiam ser contestados ou debatidos; porém as coisas mudam, os anos passam e a regra de Darwin continua valendo: “O mundo é do melhor adaptado”. É desse ponto que quero partir pra nossa ideia.

A gente é bicho senciente e consciente, ou seja, nós sabemos que existimos e que produzimos sentimentos que nos levam a agir para a exteriorização desses sentimentos em forma de ação no mundo pelos sentidos.
Sabendo disso, estamos conscientes de que devemos ter controle sobre nossos sentimentos.

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O que isso tem a ver com esse papo de “Ética no Rolê”?

O negócio é que a gente precisa conscientemente aprender a controlar nossos sentimentos e emoções, caso contrário seremos controlados por eles, o que pode resultar em algo não muito bom. Quer ver? Vamos voltar lá pra pista! rs

Você está com aquela delicia de pessoa na sua frente.
A pessoa está um pouco fora de si porque tomou, bebeu, inalou alguma coisa… enfim, não importa.
Você começa a sentir aquele tesão, aquela vontade de “arrastar”. É justamente nessa hora que o corpo humano está quase que completamente sob controle do sistema nervoso e sistema endócrino: é quimica e tesão batendo com tudo junto, que a mão aqui de escrever chega treme rs.

Nessas horas a pessoa mais suscetível ao seu ‘emocional’, digamos assim, perde o controle do corpo (sentimentos dominam os sentidos) e é completamente conduzida pelas sensações que experimenta.
É daí que vem as bad trips porque seu corpo é uma extensão das suas emoções, então se você sente tesão seu corpo responde quase imediatamente e não há muita coisa que você possa fazer caso você ainda esteja sem controle das suas emoções.

Isso é chamado também de Inteligência Emocional, uma das múltiplas inteligências que formam as capacidades humanas.

Quando sua consciência é quem assume o controle do jogo, inclusive e mesmo sob efeito de qualquer expansor de consciência que você possa ter utilizado, aí a coisa muda completamente, porque você sabe que está em um estado alterado de consciência, tem conhecimento disso e das responsabilidades dos seus atos, e age sabendo exatamente o que está fazendo, além de ter as experiências extra-sensoriais comuns se tiver utilizado algum psicotrópico.
Quero dizer, particularmente, que esse último aspecto deveria ser buscado por todos, se não, melhor explorado pelos que já se percebem nele.
Beleza até aqui, ok?

nightlife-in-reykjavik-1Estupro é o intercurso sexual consumado sem consentimento da outra parte, seja sob que circunstância for.
Não tem essa de “ah, mas facilitou pra mim”, “com essa roupa”, “desse jeito”, “agindo assim”…

Vamos ser sinceros e assumir que há diversos fetiches possíveis em relação essas questões do exercício de poder sobre outra pessoa e a prática sexual, com consentimento ou sob coerção. Porém esse “fetiche”, que é uma expressão emocional que qualquer psicólogo pode te ajudar a entender e sugiro que o faça para simples auto-conhecimento, precisa ser educado de que certas práticas, por mais inofensivas que possam parecer, precisam permanecer no mundo dos fetiches por se configurarem um crime caso sejam trazidos à tona.

Pensar não é pecado.
Ninguém tem o direito de te dizer sobre o que pode ou não pensar, entretanto é importante que você saiba que nem tudo o que você pensa, você pode, simplesmente por que isso afetaria direta e negativamente a vida de outras pessoas, e é só por isso que atitudes e comportamentos se tornam “crime”: por ferirem os limites (leis) entendidos como bom para todos são considerados fora dos limites, fora da lei, criminoso.

É o caso daquele crush que você já pode ter levado pro banheiro ou que te levou, e tal. Isso é estupro e você pode ser preso por isso.

Vale a pena essa “bad”?
Dá para segurar a onda… A gente precisa incentivar até nossos amigos a segurarem a onda, sim!
Tem hora e lugar para tudo. Se a gente não souber se impor limites, deixaremos de ser defensores da liberdade para sermos expressão da libertinagem, agindo em benefício próprio mesmo que às custas de outras pessoas, ainda que inconscientemente e contrariamente aos seus próprios valores.

Dá para segurar a onda… A gente precisa incentivar até nossos amigos a segurarem a onda, sim!
Tem hora e lugar para tudo. Se a gente não souber se impor limites, deixaremos de ser defensores da liberdade para sermos expressão da libertinagem, agindo em benefício próprio mesmo que às custas de outras pessoas, ainda que inconscientemente e contrariamente aos seus próprios valores.

Ética no rolê é isso!
É ter responsabilidade sob seus atos apesar dos pesares, custe o que custar.Se perceber que a garota ao lado está sendo abusada, sofrendo coação, bullying, discriminação de qualquer espécie, é seu dever como ser humano, intervir na situação em favor de quem seja alvo de qualquer forma de abuso por seu ‘estado’ de diferença.Nem vou entrar no clichê: “poderia ser sua irmã… bla bla bla”, por que isso ficaria mais piegas.

 


Isso também serve para os casos sobre usar o dinheiro do coleguinha, o cartão do coleguinha, o carro do coleguinha, sem o consentimento do coleguinha. Isso também não é ok, ok?! Intimidade também tem limite. Aliás, tudo tem, né?!
Mas…
Darwin não entrou na nossa conversa lá em cima à toa.
O Mundo é Dos Melhor Adaptados!

 

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Como já disse, há uma onda de mudança no padrão de pensamento global e a maior das mudanças é a respeito dos limites auto-impostos, e o respeito pelas diferenças e aceitação das igualdades.

Vemos isso diariamente na luta das mulheres por igualdade real de gênero, aceitação das diversas manifestações da sexualidade, aceitação da diversidade étnica, social, cultural.
Isso implica que para nós nos mantermos nesse novo mundo que estamos vendo mudar, precisamos nos adaptar ou reproduziremos o mesmo padrão de comportamento que era socialmente aceitável em determinado momento e que já não condiz com a realidade social vigente.
É isso que considero ser uma evolução real.

Mas é preciso uma capacidade de resiliência, força de vontade e empatia muito grande e nem todas as pessoas estão no mesmo momento evolutivo e no mesmo tempo de evolução.

Preciso lembrar que se quisermos evoluir como sociedade devemos demonstrar essa evolução a todo momento e sob qualquer circunstância.
Então, quero te fazer um desafio e dar uma dica.
Pode confiar que já testei e deu certo em quase todas as vezes. Lógico que também depende de outros fatores, mas vamos a dica-desafio:

 

No próximo rolê, quando perceber que tem alguém fofin, cremosin, delicin, mas perdidin… ajude a pessoa a se recompor, seja galante, educadx, lisonjeirx. Cuide, leve para um espaço mais aberto se a pessoa aceitar, ou simplesmente se coloque na frente dela para servir como proteção contra qualquer esbarrão de outras pessoas, além do mais a pessoa vai perceber o que você está fazendo.
Dê água, hidrate – não vá dar alcool, hein? Nosso papel aqui é ser um anjo e não aquele que vai mandar alguém pra enfermaria porque não aguentou a vontade de abusar da outra pessoa. Don’t be Escroto, ok?
E por último: fique com a pessoa até ela melhorar, porque é justamente nessa hora que ela está melhorando, que ela recobra maior consciência, que pode acontecer uma gratidão transformada em vontade de te beijar – ponto pra você, pra nós, pra evolução, pra Darwin.

A pessoa pode decidir conscientemente se você foi alguém respeitosx o suficiente para ter conquistado o respeito e o coração dela, ou ela simplesmente será grata a você e dirá as melhores coisas a teu respeito para todas as outras pessoas, e assim você cria um ambiente de energias positivas, com atitudes bacanas, atraindo só gente de bem, do bem, que se te visse na mesma situação não iria abusar de você, mas te cuidar até você melhorar, para aí sim, de volta ao controle das suas ações, resolver o que você queira fazer.

O errado é errado, mesmo que ninguém esteja vendo.
O certo é certo, mesmo que ninguém esteja vendo.


Fiquem ligados em nossas redes sociais • Na nossa próxima conversa, vamos falar sobre como aplicar isso no redução de danos.
Não sabe o que é “RD”? Por hora posso adiantar que iremos falar sobre uso correto e consciente de substâncias psicotrópicas ou psico-ativadoras: cannabis, coca, ecstasy, mdma, GHB, key e algumas outras “drogas recreativas”.

Vem ler sem medo, preconceito e pudor.

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Categoria(s):

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