keeping the vibe

> 31 DE OUT 2017

Markus Schulz é o tipo do cara que nunca pára. Em sua segunda entrevista ao Plugtronic, o alemão reconhecido mundialmente como um dos maiores ícones da cena trance mundial mostra-se um profissional doce e simpático sem perder a credibilidade dentre os vários projetos que de dedica simultaneamente. Atualmente residindo em Miami, Markus fez uma breve, porém inesquecível passagem pelo Brasil na festa de aniversário do grupo Trance in Brazil e nos recebeu com exclusividade contando algumas curiosidades sobre sua carreira e o mercado fonográfico.

22780188_10156378407214947_1412861952070837482_n1. Atualmente você tem um programa de rádio, uma label, uma agência, e também assina por Markus Schulz, pelo alias Dakota e tem o projeto New World Punx em duo com Ferry Corsten. Tem mais algo que você ainda gostaria de fazer ou já conquistou o mundo?

Nos meus dias livres eu sou uma pessoa comum: vou pra academia, passeios, faço coisas assim. Quando se está do lado de fora realmente parece um turbilhão de coisas, mas quando se olha de dentro, tudo flui de forma natural.

2. Você se sente muito pressionado ao fazer tudo isso?

Não, porque essa é minha vida, e eu me dediquei muito para chegar onde estou.

3. Ainda sobre o ponto de ser um cara com várias facetas, e sobre suas 3 assinaturas no mundo da música: é dificil se manter criativo entre elas?

Não, absolutamente não. Eu sempre digo que o Markus escreve o que os fãs transmitem a ele, Dakota é a parte sobre o que existe intimamente dentro de mim, e o New World Punx é um projeto entre mim e o Ferry que é basicamente ter ons momentos juntos em estúdio, então, como se pode perceber são coisas bem distintas entre si.

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4. A alguns meses atrás sentimos pela perda repentina de Chester Bennington, então vocalista da banda Linkin Park, e você fez um remix especial para a música In The End. Você tem alguma ligação especial com a banda?

No começo da minha carreira o Linkin Park foi uma grande inspiração para mim. Eu estava escutando a música quando terminei um show, e quando voltei ao quarto onde estava hospedado, sem ainda acreditar no que tinha acontecido. Pensei que tinha que fazer algo, e tinha que ser do meu jeito, então eu abri meu laptop naquela noite e comecei a trabalhar. Em uma unica noite consegui montar o conceito, a ideia central, e nas noites seguintes fui apenas aperfeiçoando alguns detalhes.

5. Quando você nos concedeu sua primeira entrevista, nos disse que começou sua carreira nas pistas de clubs gls, e foi lá que teve as primeiras noções de como a industria noturna funcionava: como as pessoas se sentiam e respondiam as performances, e agora, a realidade para quem inicia a carreira é completamente diferente. Que conselho você daria para quem está dando seus primeiros passos na carreira de dj agora?

O conselho que eu daria é para criar a música que está dentro de você, no seu coração, porque se você se tornar famoso fazendo algo que não é intimamente seu, com certeza você vai se queimar, mas se você fizer música, você vai se sentir bem, e nem importa até onde isso conseguirá te levar – você estará doando um pedaço de si ao mundo.

6. Você acha melhor um profissional seguir um tipo de vertente eletrônica específica, ou é melhor saber um pouco de tudo?

Eu particularmente acho que é melhor saber um pouco sobre tudo. Musicalmente eu sou uma pessoa muito eclética, e isso me ajuda muito nas apresentações que faço de começo até o fim (sim, ele, toca por 8 horas seguidas constantemente nas pistas especialmente americanas, desde a abertura até o encerrament0 do expediente) em que você precisa se manter preciso por muito tempo, mas ao mesmo tempo, todo tipo de música que eu amo, que vai do classic rock, passando pelo trance, techno (na ocasião Markus fez uma mega apresentação de trance no Anzu, e em seguida uma apresentação top de techno da pistinha externa do extinto club Anzu), e todos eles tem aquela vibe meio obscura, e tudo isso está dentro do que é meu som, minha música.

7. Você vive em Miami agora, certo?

Sim, estou lá a uns 15 anos.

8. Você gostaria de mudar para alguma outra parte do mundo, afinal você já viajou por lugares paradísiacos…

Eu tenho minha residência em Miami, e também tenho meu lugar em Berlin – eu dou meu melhor a eles dois. Eu gosto de estar em Miami e curtir aquelas praias incríveis, e quando estou em Berlin é o lugar que mais sinto aquela atmosfera cheia de techno, grooves, e a vida pulsante na cidade.

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9. Você também já nos afirmou que é apaixonado pela banda Pink Floyd, porque eles fizeram algo que nunca ninguém ousou em fazer. O que então o Markus faz que ninguém tem igual?

Eu penso que as pessoas podem fazer o que eu faço, porém eu penso sempre em estar um passo a frente quando estou trabalhando em algo. Eu sempre pesquiso muito para estar sempre a frente do que será tendência, antes mesmo que a tendência seja lançada, em ser um líder no mercado. 

10. Após algum tempo de lançado, como você avalia seu último álbum “Watch the World”? Você está trabalhando em algo novo?

Sim, claro! Depois de algum tempo, eu lancei a versão “deluxe” do álbum, com novos remixes, e esse é o capitulo de encerramento desse ciclo e agora estou trabalhando em coisas novas. Também estou finalizando o album “Dakota”, que é mais profundo e obscuro, mas também estou fazendo o próximo álbum de Markus Schulz.

Pra finalizar, 4 horas Markus Schulz pra você! Volte logo Markus! We luv you!

 

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