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> 11 DE ABR 2019

A dupla de DJs que é sucesso por onde passa, Sunnery James e Ryan Marciano não é um duo qualquer que toca house music. Com uma longa carreira na house music, eles dominam o gênero e suas raízes  em uma mistura de sons ecléticos.

Nessa mistura temos elementos de house, tribal, techno, electro, música latina e muito mais em suas produções e DJ sets, presença nos maiores festivais e clubes do mundo, a dupla construiu sua marca, Sexy By Nature, com grande sucesso em um programa semanal de rádio em todo o mundo e em seu canal SoundCloud, e também grandes turnês ao redor do mundo, incluindo seus próprios palcos no Tomorrowland, Creamfields e AFAS Live durante o Amsterdam Dance Event.


Para o sueco Axwell, um dos maiores nomes da música eletrônica mundial, o duo é considerado a versão holandesa do Swedish House Mafia. Wow.

Além disso, em 2017, eles lançaram seu próprio selo, SONO MUSIC, que lançou várias músicas de vários produtores em seu próprio estúdio.

Nós tivemos o prazer de conversar com eles e falamos sobre festas, um pouco sobre o cenário internacional, o Brasil, produções musicais e muitos outros temas, confira o bate-papo:

 

Gostaria de começar perguntando se “tocar no Brasil tem um gosto diferente” de outros lugares? Como se sente jogando aqui?
S: É muito bom tocar e estar aqui! Nós temos raízes sul-americanas, então é meio que como voltar para casa. As pessoas têm a mente aberta e são apaixonadas por tudo e isso se identifica muito com nosso jeito.

R: Ah, a comida aqui também é incrível! É sempre um prazer vir ao Brasil.

Diga-nos – Qual é a melhor parte de tocar em dupla?
S: As vezes falta inspiração pro artista. Quando estamos em dupla isso nunca acontece. Porque você pega e vai juntando as ideias um do outro.

R: Sim, eu ia falar isso também. Acontece que frequentemente rolava uma falta de inspiração em um de nós, mas apenas conversando entre a gente e brincando, conseguimos sempre superar isso. Também é muito divertido trabalhar em dupla, e você sempre tem algum tipo de apoio e nunca estamos sozinhos.

S: Nós viajamos muito e ficar longe de nossas famílias pode ser difícil às vezes, mas felizmente nós sempre temos um ao outro.

 

 

Vocês gastam muito tempo trabalhando com música eletrônica, quais outros estilos musicais curtem ouvir?
S: Eu fui criado ouvindo soul, disco e música Caribenha. O engraçado é que esses estilos são hoje parte da música que fazemos. Eu acho que, como produtor, é bom ouvir todos os gêneros musicais. Você nunca sabe onde encontrará inspiração para a próxima track.

 

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… E suas referências dentro da música eletrônica, quais DJs gostam de ouvir?
R: Nos inspiramos em DJs como Dennis Ferrer, Roger Sanchez e Masters At Work. Então é isso que ouvimos muito.

 

O som de vocês tem uma forte presença de elementos de percussão, elementos étnicos e “tribais”, de onde vem essa inspiração para construir cada set?
S: Wow! Bem, nos inspiramos em pessoas que já mencionamos na pergunta anterior, mas também nomes como Frankie Knuckles, Erick Morillo e Steve Angello. Na verdade, Steve é muito importante para nós. Tínhamos as batidas tribais, mas precisávamos de mais força em nossos sets, então começamos a fazer batidas mais fortes para mixar.

R: Também depende do ambiente. Poderíamos tocar em um club com um ambiente escuro e mandando techno por horas, misturado com algumas batidas tribais no meio. Mas em um dia de festival ensolarado, você precisa de mais energia no seu set. Nós somos camaleões quando se trata de mixar!

 

É muito comum encontrar músicas em suas apresentações com vocais em português, a música brasileira inspira vocês?
S: Muitas vezes tentamos experimentar diferentes idiomas em nossos vocais. A música é internacional e queremos alcançar o máximo possível de pessoas.

R: Também porque somos descendentes de surinameses, criados em Amsterdã, onde vivem muitas nacionalidades diferentes. Acho que é da nossa natureza tornar a nossa música o mais internacional possível.

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O som de vocês é muito diferente de tudo que você ouve nos grandes festivais… Por que decidiram apostar nessa combinação de progressivo + tribal?
R: Bem, você Acabou dando uma resposta para a pergunta 😃! É isso que você disse… Queremos ser diferentes de tudo que você ouve ao seu redor. Caso contrário, seríamos apenas dois DJs comuns de house music.

S: É realmente muito importante para um produtor, e para um DJ também, ter seu próprio som com sua identidade. E eu acredito que nossos fãs realmente apreciam a gente fazendo isso.

 

Quando vocês estão produzindo músicas, o que vocês buscam como resultado final de cada track?
S: Não há uma coisa em particular que estamos buscando no resultado final de uma produção. Desde que pareça bom, a gente ta feliz.

R: Bem, eu realmente procuro o sorriso ou o aceno de cabeça no final de uma produção! Nós sempre temos aqueles momentos em que estamos ouvindo uma faixa, daí chega o Sunnery, apenas olha para mim com um sorriso no rosto dizendo “Yeaaah man!”. Esse é o momento em que eu sei que a música está finalizada e pronta para ser lançada.

 

No Brasil, entre os DJs, há uma polêmica, que imagino que você tenha no mundo todo. Eu quero saber sua opinião sobre isso: Vocês concordam que “todo DJ deveria produzir “?
R: Eu não acho que isso seja algo obrigatório, mas é um grande trunfo para você, como DJ, tocar suas próprias faixas e não apenas tocar músicas de outras pessoas. Claro, você ainda pode ter sucesso como DJ se tiver habilidades de mixagem, mas a música ainda é “emprestada”.

S: Eu tenho a mesma opinião sobre isso. Como eu disse antes, é realmente importante que um artista tenha seu próprio som. Inclusive para os DJs, porque é uma sensação boa se as pessoas gostarem das suas habilidades de mixagem, mas acredite em mim… a sensação é ainda melhor se as pessoas gostarem das suas habilidades de mixagem e da música que você toca, que é feita por você!

 

A apresentação de vocês é sempre pra uma pista vibrante e lotada… Quais são os ingredientes para ter uma pista animada e uma apresentação de sucesso?
R: O ingrediente-chave é sentir o público e seguir o fluxo.

S: Pra mim o ingrediente-chave para a diversão, é fazer coisas malucas! No final do dia, você tem que ter uma apresentação bem-sucedida e deixar que as pessoas saibam quem é a Sunnery & Ryan. Ninguém mais vai fazer isso por nós.

 

Com uma vida tão agitada, qual é a melhor parte do trabalho de vocês?
S: Eu diria a viagem. Como tocamos em muitas festas e festivais em muitos países, pudemos ver uma grande parte do mundo. Vale a pena ter a vida agitada!

R: Eu concordo com a Sunnery. Outra coisa legal é colocar um sorriso nos rostos das pessoas. Isso também é algo que me deixa feliz por ser um DJ e um produtor.

 

De todos os lugares que trocaram, qual foi o que mais marcou vocês?
S: Nós recebemos essa pergunta com tanta frequência e nunca podemos responder ao certo isso. Cada festa, cada festival, cada show tem seus próprios destaques. É claro que as vezes em que tocamos no Palco Principal de um grande festival são destaques em nossa carreira. Mas esses pequenos shows também têm alguma coisa mágica neles.

Para terminar nosso bate-papo, conta pra gente as novidades que estão por vir by Sunnery James & Ryan Marciano…
S: Bem, tem muita coisa acontecendo este ano e muita coisa já aconteceu. Acabamos de lançar duas novas faixas; ‘Shameless’ juntamente com Bruno Martini e ‘RUFF’ com o talentoso produtor Novak. Mas tem mais músicas novas a caminho.

R: Nós também voltaremos a Hi Ibiza neste verão juntos com Armin van Buuren e tocaremos em vários festivais como Tomorrowland, Balaton Sound e Mysteryland. E claro, nós vamos tocar no LAROC, no dia 13 de abril.

 


Sexy By Nature: Sunnery James & Ryan Marciano – 13. Abril
Local: Laroc Club
16h
Maiores informações:  www.laroc.club

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