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No último final de semana, aconteceu em Itu, a edição brasileira do Tomorrowland, festival sediado na Bélgica, que também acontece nos Estados Unidos, sob a alcunha de “Tomorrowworld” (a marca não pôde ser utilizada lá, devido à marca patenteada pela Disney com o mesmo nome).

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O festival, em que fizemos um especial com 10 matérias em nosso site, atraiu os olhos do mundo para a cidade que teve, em seus mais de 180 mil visitantes, mais gente do que a população local de Itu, que gira em torno de 164 mil habitantes. Muito se foi especulado, desde o momento do anuncio da vinda, em junho do ano passado, passando pela euforia dos 180 mil ingressos vendidos em 3 horas, a disponibilização de uma capacidade extra de tickets, e até a noticia de que o evento pudesse não ser realizado (segundo o jornal “A Tribuna”) devido ás explosões que acometeram durante 9 dias tanques de combustível próximos á Santos, e, consequentemente, dificultariam a chegada da infra estrutura do evento. Mas especulação só acontece em torno de algo relevante – a tirar pela copa, em que os brasileiros foram extremamente pessimistas, e apesar dos 7×1, foi motivo de orgulho para a nação.

Muito também se falou em torno do line-up, principalmente ao redor do Main Stage, palco principal que conta especialmente, com os nomes mais famosos, especialmente em EDM, de todo o planeta. Nomes como Aviici, Tiesto, Alesso, Calvin Harris, Kaskade, R3hab, Zeed (dentre tantos outros não menos importantes) não foram escalados. Uma das justificativas pode ser devido à vindas recentes, lançamentos de álbuns ou simplesmente incompatibilidade de agendas. Porém, o que segue, não denigre em nada o que é o evento.

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A ida á Tomorrowland já é uma grande expectativa – fui, no primeiro dia do festival, de ônibus de São Paulo a Itu. Os ônibus, que saiam do Sambódromo do Anhembi, eram confortáveis, e não contavam com filas nem para a troca das pulseiras, quanto para a entrada neles. A rodovia estava tranquila, e, como o prometido pela organização, quem comprava o transfer tinha acesso facilitado ao festival, e distancias bem menores do que os acessos aos estacionamentos por exemplo. As pulseiras de acesso, diferente daquelas de papel/ plástico que frequentemente é utilizada na maioria dos eventos, eram de couro colorido, e contavam com dispositivos de leitura em tótens para. E a entrada, realizada em 3 etapas, contava inclusive com cães farejadores, já que a policia realizou um forte esquema de segurança para a apreensão de drogas. No dia 30, foi realizado o warm-up para os moradores da “DreamVille” – espécie de “mini-cidade” onde se tem o camping, chalés, e toda estrutura para quem opta pela hospedagem dentro do evento, em que foi montado um palco especialmente para isso, porém, infelizmente, não pude participar.

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No dia primeiro, como cheguei por volta das 18:30, também não pude ver o local durante o dia, mas a emoção não foi menor devido á isso. Logo após o acesso, via-se o arco íris, que era a entrada para o Camping, e, apenas alguns metros a frente, o main stage. Tentar explicar a sensação de ver algo daquela magnitude na sua frente é bem difícil. Só a área com o publico, ao menos a impressão que dava, é que era muito maior do que um estádio de futebol. Lotado! Não se via um pedacinho do chão. Aquele palco, maravilhoso, cheio de luzes, livros, lança-chamas, canhões de nitrogênio, flores, detalhes que, mesmo ao longe, faziam toda a diferença. E principalmente, o nó na garganta… A atmosfera criada pelo lugar é algo único: ao mesmo tempo que você sente vontade de chorar de emoção, euforia, alegria, sente que aquilo ali está no Brasil, e tudo foi pensado com tantos detalhes que é difícil de acreditar. A vibração, as pessoas de tantas partes do mundo que saíram de suas casas, para estarem ali, juntas, pode ter certeza, não se abalaram a toa – por exemplo, escutei um cara, nascido nas Filipinas, que enfrentou 30 horas de voo, para conhecer o Brasil, e ir a festa.

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É tudo muito: muito grande, muito forte, muito especifico, muito detalhado, muito bem pensado, muito bem executado, muito criativo, muito profissional, muito farto, muito alto, muito largo.

Tomorrowland não é terra pra amadores. É o lugar para você, que gosta de música eletrônica, sempre quis estar, e nunca pensou que pudesse existir.

E a emoção, deve ser similar a um jogador que ganha uma copa do mundo, ou o presidente de uma escola de samba que ganha o título no Carnaval. Só que mais forte – e para “apenas” 180 mil pessoas. Os detalhes, lúdicos, não são infantilizados, e tudo é feito na medida para emocionar – o tema que veio ao Brasil foi o “The Book of Wisdom”, o mesmo utilizado na edição belga de 2012. E “o livro da sabedoria” é algo realmente de arrepiar. Localizado acima dos dj’s, no palco principal, é tão realista, e, gigantesco, mas com uma movimentação tão leve que nem parece ter dimensões tão impressionantes. O movimento do personagem, que conta a historia, projetado no telão de LED, é surreal, e chega a dar impressão de ser em 3D – tive a sensação de que o rosto realmente saía do livro.

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A apresentação de Wolfpack no Main Stage foi ótima – além de trazer música diferentes, a euforia era imensa. E a área “Comfort VIP” – vulgo camarote – contava com uma vista incrível, além de comidinhas deliciosas (bolinhas de queijo de cabra, bolinho de mandioca, mini cachorro quente, hamburguinhos, batatas chips, babata frita, aperitivos com pasta de gorgonzola, salpicão de frango crocante, amendoins japoneses eram apenas algumas das inúmeras opções de finger food servidas). Conforto e espaço era lei por ali.

No palco “Super You & Me”, basicamente era formado por espelhos, em que telões de LED reproduzem lindas imagens, tive a oportunidade de escutar Don Diablo, e sinceramente, adorei tudo o que o cara tocou! Achei a execução perfeita, e as músicas, além de terem o tom ideal, davam a aquela ideia de “isso realmente é musica”! O palco “Paradise”, por sua vez, contava com decoração que remetia ä uma floresta encantada, com cogumelos gigantes, meia luz, um grande telão de led no palco, e lá, vi as apresentações de da dupla Bob Moses, e a que me impressionou muito, foi Patrick Topping, em que o semblante, apesar de aparentar certa tensão, era  tomado praticamente o tempo todo por um largo sorriso, numa grande tenda entupida de gente. No palco “Full On”, outro com riqueza de detalhes aos contos de fadas, cores fortes, flores, muitas luzes, escutei a apresentação de Andrew Rayel, que deu espaço ao trance, e tocou tracks da vertente clássicas, de Armin Van Buuren por exemplo, que faziam todo mundo pular e dançar com uma energia maravilhosa. O lindo cenário de dia, a noite não perde a majestade. Arvores iluminadas com grandes refletores coloridos, ás deixam em azul, rosa, amarelo… e a copa, tem pontos de laser verde, que brilham tanto, o que, em resumo, realmente nos faz sentir que estamos numa outra cidade, em outro país. Artistas, atores, bailarinos, passam em algo similar a um bloco, interagindo com as pessoas, em fantasias brilhantes, maquiagens fluorescentes, olhos com lentes de contato brancas, em algo que remete a fadas, duendes, deusas, criaturas da natureza, sempre com olhares que permeiam em o sexy e divertido. O local de informações continha um globo gigantesco de metal, que além de rodar, mudava de cor e se destacava no meio da imensidade do festival. A loja oficial era igual a uma loja de shopping – esqueça aquelas tendas que estamos acostumados a ver. Lá haviam vitrines produzidas, com bonés, camisetas com grande variedade de cores e estilos. Aliás, os bonés (apesar de custarem entre R$ 85,00 e R$ 95,00) eram lindos, tanto para os homens quanto para as mulheres. O balcão, também bem grande (talvez com 10 metros de extensão) contava com uma grande estante atrás, com todas as opções para compra – e detalhe, o boné em tons de pink, com o nome “Tomorrowland” bordado em branco foi tão disputado, que no domingo já não havia mais para compra.

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A “MasterCard” levantou um espaço exclusivo dentro do festival, para quem realizou a compra do ingresso com a bandeira de cartões de crédito. Além de distribuírem gratuitamente flash tatoos (sabe a evolução das tatuagens de chiclete, que viraram quase joias douradas e prateadas?), havia uma piscina, Dj’s e espaço gourmet. Espaços para comer, tinham para todos os gostos – soube inclusive que criaram até uma coxinha de feijão – desde pipoca, passando por açaí, até massas italianas, e tudo, sempre com guichês cobertos, com decoração que remetia a arabescos de circo, e grandes mesas coloridas em madeira. Um dos slogans  “Love Forever, Live Tomorrow, United We Are” (em tradução livre Ame Sempre, Viva o Amanhã, Estamos Unidos), eram os portais da maioria dos palcos menores – tudo parece um sonho.

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A “Skol Beats” por sua vez, levantou um espaço lateral ao palco, de 2 andares, grande, que foi nomeado como uma especie de “casa na arvore” (uma mansão no caso, rs). Quem nos recebia eram fadas, gnomos, e duendes, e lá, além de você poder tomar a cerveja, ainda podia levar copos lindos e coloridos para casa, além de tirar fotos e montar uma especie de desenho animado impresso (lembra daqueles bloquinhos de papel, em que desenhávamos na infância, e o personagem se movia ao passar as folhas? A idéia era essa). O sucesso foi tão grande que a fila dava uma volta imensa no local. Lá também foi lugar para encontro de atores brasileiros, como Giovanna Lancelotti, Tainá Muller (que ficou famosa como a personagem Marina, que fez par romântico com Clara (Giovanna Antonelli) na novela “Em Família”), Kleber Toledo (que interpretou o personagem Leonardo, affair de Claudio (José Mayer) na novela “Império”) e Giovanna Ewbank (uma das atrizes da nova geração com os rosto mais disputado pela publicidade nacional) passaram pelo local na sexta. E a Fusion Energy Drink, que nesse ano lançou a campanha “Feel Like a Dj” também emplacou um espaço com 2 andares, em que as pessoas podiam se caracterizar, gravar um vídeo e enviar aos amigos, além de haver a distribuição de copos em acrílico amarelo fluorescente, e um espaço para o publico dançar, vendo sua imagem num grande telão de LED. Anteriormente a isso, as marcas da AMBEV sortearam não só pares de ingressos, como também a experiencia completa, incluindo passagem aérea e hospedagem.

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De volta ao “Main Stage”, sob uma noite sem qualquer nuvem, mas também com um frio de 16 graus, presenciei o show de W&W, e posteriormente, uma das atrações que eu mais esperava, o holandês Afrojack. Nascido com o nome de Nick van de Wall, Afrojack é europeu, mas tem o calor que todo brasileiro gosta. Limita-se a tocar, produzir, ou seja, fazer o seu trabalho de forma bem feita. A emoção está na forma em que toca suas musica, no suor escorrendo no rosto, na concentração de estar nas pick-ups e na responsabilidade de assumir o posto de onde está. Acredito que tenha sido uma apresentação a ser lembrada em sua carreira.

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Após ele, apresentou-se “Hardwell”, um dos mais esperados – para não generalizar e dizer o mais – da noite. Hardwell demonstra muita empatia com os brasileiros, motivo este talvez que tenha o alavancado como numero um em popularidade no segmento ao redor do planeta. Todos aguardam ansiosamente por seu set, mas, o que nos aguarda é muito maior. A emoção de quando assume o microfone e grita o clássico “Are you ready?” (Vocês estão prontos?) é tamanha que as pessoas gritam enlouquecidamente. E após isso, fogos de artificio (combinados com tudo que já disse antes) iluminam o céu. Mas não é aquele foguetório de clássico de futebol, que só faz barulho e deixa zonzo! São FOGOS DE ARTIFICIO DE VERDADE, comparáveis a queima de Copacabana, no reveillon Rio de Janeiro. Só que na Tomorrowland, ainda tem o palco, todos os efeitos, bailarinos, toca aquilo que a gente gosta, as luzes piscam no momento certo, na hora exata, tem gente linda, e do mundo todo. A vibração da pista, o calor das pessoas, é algo difícil de explicar – a esfera de que as pessoas estão lá para compartilhar momentos de felicidade, e celebrar o amor é unica, algo que por mais que eu tente, ou você veja pela TV (a MTV e o site da Skol Beats transmitiram ao vivo parte do festival) não dá para transcrever, afinal, como são os arrepios, o coração batendo forte, e a garganta fechada pela emoção? Quando saí de lá, sem folego, e ainda tentando entender tudo o que que tinha acontecido, a unica coisa que queria era descansar um pouco, e que chegasse logo o sábado, para poder viver tudo outra vez.

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No sábado, foi outro dia com momentos especialmente incríveis. Alok foi o grande ponto da cena nacional, no período da tarde, no Main Stage. O tempo todo o brasiliense agradeceu aos fãs, “por lhe proporcionarem um dos momentos mais inesquecíveis de sua vida”. Com lagrimas nos olhos devido á emoção, um dos momentos difíceis de esquecer foi a musica em que contava com os vocais de Kanye West em “Stronger”, e as batidas do clássico mundial “We Will Rock You” – todo mundo fez a clássica coreografia com os braços ao alto. Foi a primeira vez que o vi em uma apresentação ao vivo, e tenho certeza de que aquele momento ficará na cabeça de muita gente, especialmente aqueles que o acompanham.

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Outra apresentação que foi impressionante, mais uma vez, foi Hardwell, que, ás 20:00 assumiu o controle do palco “Revealed” (label de sua responsabilidade). A tenda não ficou cheia, ficou completamente en-tu-pi-da de gente. Não dava pra andar, tamanho era o numero de pessoas, dentro e fora do local! A euforia foi tão grande, que presenciei as gente escalando as estruturas metálicas que sustentavam o topo da tenda, para verem o artista e entoarem suas bandeiras. E, na minha opinião, o set foi muito melhor do que o apresentado no Main Stage no dia anterior. Tomorrowland definitivamente não é local para quem tem o coração fraco.

https://soundcloud.com/livealok/alok-tomorrowland-especial-set-new-design

E, de volta ao Main Stage, isso é comprovado o tempo todo. Showtek e o residente Yves V também fizeram grandes espetáculos, mas uma das maiores surpresas (e mais gratas) com certeza foi a simpatia do Nervo. A dupla australiana, formada pelas irmãs Olivia e Miriam Nervo, ex modelos, gêmeas, com 28 anos de idade, conquistou a multidão, que, desde sua entrada, contavam com um lindo e largo sorriso no rosto. Além de terem suas músicas reproduzidas no mundo todo, as irmãs tem um carisma que é encantador, aquele tipo de pessoa que você quer ser amiga desde sempre. Além de lindas, magras, com figurinos exóticos, e roupas que definitivamente ficam bem de qualquer jeito nelas, tem um brilho espetacular – até o enquadramento do rosto de cada uma nas páginas do “Book of Wisdom” ficou perfeito; e mesmo com a parada repentina do som (alguém muito empolgado jogou uma camiseta e por alguns segundos parou a musica) não foi o suficiente para tirar a alegria das gêmeas, que fizeram com que tudo fosse sensacional do começo ao fim, durante a hora em que durou seu set. Os também residentes Dimitri Vegas & Like Mike deram um show em interação, e fizeram o publico dar gargalhadas com o “VAI CARALEOOOOOO” – momentos que “o dinheiro não compra”, algo realmente impagável. A noite foi encerrada por uma das maiores autoridades em música eletrônica do planeta, 5 vezes considerado o melhor do mundo (e não tido este posto ocupado por ninguém), Armin Van Buuren.

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Agora o que falar de Armin? Já sou fã a algum tempo (a primeira vez que o vi ao vivo foi na edição da XXXperience que foi dividida em dois dias – ele entrou quando o sol começou a nascer, e, pra completar, fez o gesto do coração com as mãos; de lá pra ca fui também na apresentação do “A State of Trance #600” (seu programa de radio que virou turnê), em sua apresentação no P12 em Jurerê Internacional, e mais recentemente, no espetáculo Armin Only Intense, em que ele tocou por 6 horas sem parar), portanto sou suspeita para falar. Armin foi um dos artistas que se atentaram ao fato de trazer coisas novas ao palco, outro tipo de música, que não as repetitivas que tinha escutado (na sexta feira, por exemplo, a música “Blame” do Calvin Harris, foi tocada por 4 ou 5 vezes no tempo em que estive lá…). Com certeza Armin foi uma grande forma de encerrar a noite!

Domingo foi o dia das maiores emoções para mim. Apesar do cansaço (já que eu fui e voltei os 3 dias a São Paulo), a vontade de viver o último dia de um espetáculo como aquele era algo muito maior. A maioria dos meus amigos estaria lá, além das pessoas que conheci anteriormente e me fizeram tão bem. Mesmo as infinitas caminhadas (esqueça tudo o que você viu em festas, lá é uma cidade com proporções gigantescas) não eram obstaculo. Quem vos escreve esta matéria nasceu no dia 03 de maio, dia final no festival, e não via melhor lugar para estar do que ali. No domingo, a apresentação que me deixou de queixo caído, foi a do grego ex-Swedish House Mafia, Steve Angello.

https://www.youtube.com/watch?v=QlZV1z128v8

A impressão que tive foi que só faltou ele falar: “Crianças, prestem atenção: o titio vai mostrar o que é tocar de verdade, e que quem sabe, faz ao vivo”. Não que seu antecessor, Nicky Romero, não tivesse realizado um bom show: em determinado momento, pediu para que o publico mostrasse suas bandeiras, já que ele queria saber de onde eram as pessoas que estavam o vendo lá, algo realmente maravilhoso. E realmente, tinha bandeira do mundo todo ali. Porém, Steve Angello foi aquele cara profissional, que não é de falar, e sim de fazer. Trouxe só track boa, uma atras da outra, sem parar – e sem fone de ouvido (para quem não sabe, Steve sofreu a perda da audição do ouvido esquerdo, e se envolveu em um vídeo polêmico, em que, segundo boatos online, não estaria tocando; em resposta durante a EDMBiz em Las Vegas, deu a seguinte declaração:

“Há dois anos eu perdi a audição no meu ouvido esquerdo. Eu passei quase um mês sem ouvir e pensei que estava ficando surdo. Estou sempre em aviões trabalhando com meu headphone muito alto. Com a tecnologia de hoje da Pioneer, você pode ver qual é o BPM da próxima música. Se você conhece a música, sabe exatamente quanto tempo demora para o primeiro drop e quanto para o outro. Não é uma coisa difícil de se fazer, mas as pessoas sempre questionam caso elas não saibam como se faz.”

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Tudo o que ele tocou eu gostei. Gostei tanto, que chorei, feito criança, de emoção. Emoção em poder estar com meus amigos, num lugar tão bom, em conhecer novas pessoas, em ter novas experiencias. Tudo passou como um filme na cabeça, e tudo muito forte. Até coisas simples, como ver o palco “The Gathering”, vazio, e desligado, deitada numa rede, durante o sábado, foi maravilhoso. Escutei coisas lindas de amigos que eu jamais imaginei escutar antes. Quem esteve, realmente viveu como se lá, o amanhã fosse agora. E, para encerrar a noite, o showman que anunciou a vinda do festival ao Brasil, David Guetta, que já entrou estourando tudo com o hit “Play Hard”. Entre a discussão se foi bom ou ruim, entre a lenda urbana “cade Carol?”, algum gênio estampou a máxima “GOD OF PEN DRIVE” a Guetta, algo não menos que hilário, genial, sensacional! E o francês, como de costume, se rasgou em elogios ao Brasil, quando afirmou que “O melhor festival do planeta veio ao país que ele mais gosta em todo o mundo”.

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Ainda faltou eu contar muita coisa: Adriano Pagani na tenda Anzu Club, em que fez todo mundo cantar com sua EDM; Mambo Brothers, sucedido por Vintage Culture que também lotou o palco “Smash the House” a ponto de não ser possível caminhar no local, Ftampa que recebeu todo o “crew” da Revealed de Hardwell no palco no sábado, e no domingo se apresentou no Main Stage, o pôr do Sol no sábado, que culminou com a abertura do livro, a e apresentação da dupla Sunnery James & Ryan Marciano; a dupla canadense DVBBS também no sábado que fez a Maeda tremer e pingar de suor, mesmo no frio, com o hit “Tsunami”; o som hard do Wildstylez…

Infelizmente não consegui acompanhar tudo o que queria, afinal era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Porém, vivenciar a Tomorrowland é algo que falta adjetivos para traduzir – e com certeza, nos dias 21, 22 e 23 de abril, espero estar lá, mais uma vez, para fazer parte desse evento que fez história, e estará eternamente presente em minha memória.

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Créditos das imagens – Tomorrowland Brasil | UOL | Armin Van Buuren Official Page

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